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Pais Superprotetores: equilíbrio entre o estabelecimento de regras comportamentais e uma relação recíproca de amor

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Uma das tarefas mais difíceis para os pais na educação dos filhos é manter um equilíbrio entre o estabelecimento de regras comportamentais e uma relação recíproca de amor. Para muitos, essa é uma tarefa muito difícil: enquanto alguns pais se tornam negligentes demais com os seus, outros se tornam superprotetores.

Essa conduta, apesar de inocente, pode ser extremamente prejudicial às crianças. Elas não passam pelas experiências necessárias ao seu amadurecimento porque seus pais estão sempre as protegendo, assim não conseguem enfrentar seus próprios desafios e amadurecer emocionalmente. É claro que as crianças precisam de uma figura de apoio, como um pai ou uma mãe, mas a superproteção pode prejudicar a construção da sua autoconfiança. Para que a autoconfiança se desenvolva de modo saudável é necessário que a criança explore o mundo à sua volta de forma independente, sem um controle excessivo dos pais.

Pais que projetam seus desejos e inseguranças nos filhos:

Ser pai não é apenas uma responsabilidade, é também uma obrigação de cuidar e educar um ser humano em toda a sua complexidade. Hoje em dia ninguém é obrigado a ter filhos como antigamente, dispomos de anticoncepcionais e podemos planejar, um filho passou a ser uma escolha pessoal que depende de vários fatores, tais como: estabilidade econômica, encontrar um parceiro ideal e o desejo de ter um filho.

No entanto, alguns pais projetam seus desejos não realizados e inseguranças em seus filhos. As crianças não devem servir como uma forma de corrigir seus próprios erros do passado, ou como um meio para alcançar o respeito dos outros, muito menos como forma de realizar os seus sonhos frustrados. É normal os pais quererem que o filho seja o mais inteligente da classe, mas existe um limite nisso; se na sua juventude você era um jogador de futebol e teve que ficar de fora por causa de uma lesão no joelho, não force seu filho a ser um jogador profissional só porque você queria fazer isso.

Tentar se comparar ou colocar expectativas demais numa criança só vai fazer com que ela se sinta pressionada, e isso pode trazer consequências emocionais graves e comprometer a sua autoestima para o resto da vida.

Você estará restringindo o livre desenvolvimento de sua personalidade. É preciso deixá-la traçar o seu próprio caminho e decidir por si mesma, dar o apoio necessário e não projetar os seus sonhos nela para que ela não passe por todo o sofrimento emocional que é viver uma vida sob as expectativas de outra pessoa.

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Luciana Ribeiro – Consultório de Psicologia é um espaço de psicoterapia associado a rede PsicoMed, dedicado a você, às suas necessidades, e aos seus objetivos. Experiência em hospital e consultório privado com crianças, jovens, adultos e idosos.
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