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As brigas frequentes de um casal reafirma a importância da terapia

by in Blog abril 16, 2018

Quando um casal rompe, muitas vezes ficamos chocados, procuramos entender o porquê de um término tão repentino. Mas o que não sabemos – ou sabemos, mas não paramos para analisar – é que um relacionamento começa a acabar muito antes do que se pensa. Ele vai, na maioria dos casos, acabando aos poucos.

São pequenas coisas, que às vezes parecem irrelevantes ou pouco significantes na hora, que vão “matando” a relação. Pequenas coisas, acumuladas, viram grandes coisas. Aí, inevitavelmente, basta “uma gota d’água para um copo cheio transbordar.”

Por isso que relacionamentos desgastados, mas que não terminam numa “grande” briga, são bem menos passíveis de serem reatados do que aqueles que são rompidos num momento de muita raiva. Porque a raiva passa. Já aquela relação que foi acabando aos poucos… bem, para esta, pouco ou nada sobra para ser resgatado.

Em todos os relacionamentos afetivos as pessoas são diferentes e os pensamentos também, por isso, nada mais normal do que uma “briguinha” de vez em quando para acertar os ponteiros de uma relação. Mas, é preciso ter cuidado e ficar atento para perceber até que ponto as brigas não se tornaram uma rotina na vida do casal.

As discussões são necessárias porque geralmente as idades dos parceiros são diferentes, a educação e a forma de criação não foram as mesmas. Nem todo mundo consegue aprender a lidar com as diferenças e compreender as características individuais de cada um.

Além disso, o relacionamento amoroso é um exercício de aceitação do parceiro como ele é. “Para que as brigas não sejam algo freqüente na vida do casal é preciso abandonar as certezas absolutas e aprender a ceder sempre que necessário”.

Se um casal briga muito está mostrando uma instabilidade emocional e afetiva. As discussões deixam de ser normais e passam a ser um hábito quando questões básicas como o respeito e a qualidade de vida são deixadas de lado

15 sinais que podem indicar que vocês estão brigando muito:

1) Vocês discutem por pequenas coisas
2) Você dá desculpas para não ficar ao lado do parceiro
3) Você frequentemente diz para as pessoas ao seu lado que perdeu o apetite ou que não conseguiu dormir porque brigou com seu parceiro
4) Você faz cara feia para tudo o que seu parceiro diz
5) A maioria das suas conversas com seu parceiro termina em choro ou gritos
6) Você implica com tudo o que ele diz
7) Você fica mal-humorada sempre que está com seu parceiro
8) Vocês não toleram a opinião um do outro
9) Vocês nem se lembram qual foi o motivo da briga
10) Vocês sempre se encontram ou se ligam porque precisam “ter uma conversa séria”
11) Os beijos, os carinhos e até mesmo a transa acontecem para que vocês façam as pazes
12) As pessoas que convivem com vocês nem se abalam mais ao verem vocês brigando do lado deles
13) Verbos como querer, exigir e cobrar são muito freqüentes nos diálogos que vocês têm
14) Vocês precisam se desculpar um com o outro com muita freqüência
15) Na maioria das vezes você se arrepende do que disse na hora do impulso

Nesse sentido, eu insisto em falar das pequenas coisas. Essas, que fazem toda a diferença. Porque um relacionamento começa a acabar, no momento em que o “eu” passa a se sobrepor ao “nós”. A relação começa a morrer quando a paciência acaba por qualquer motivo, e dá lugar às brigas desnecessárias.

O relacionamento vai perdendo força na mesma proporção em que vai desaparecendo o respeito. O fim se aproxima quando aqueles cuidados, o carinho, a gentileza, a vontade de surpreender – tão presentes e marcantes na fase da conquista – são substituídos pela falta de companheirismo, pela desatenção, pela preguiça, pelo comodismo. O que acaba com uma relação não é uma briga, é o afastamento lento, porém gradual, do casal. São as discussões sem sentido, reiteradas.

A rotina começa a matar o relacionamento quando atividades que eram para ser prazerosas começam a ser feitas por obrigação – ou quando simplesmente desaparecem. Quando problemas pequenos tomam proporções descabidas e começam a parecer bem maiores que o amor em si. Quando o diálogo perde espaço para a indiferença, atenção: o fim está próximo.

Fiquemos atentos! O amor, sozinho, não sustenta uma relação, e sequer resiste ao egoísmo, ao descaso diário, ao desleixo, à frieza. Não mate seu relacionamento aos poucos.

 

About Consultório de Psicologia Luciana Ribeiro
Luciana Ribeiro – Consultório de Psicologia é um espaço de psicoterapia associado a rede PsicoMed, dedicado a você, às suas necessidades, e aos seus objetivos. Experiência em hospital e consultório privado com crianças, jovens, adultos e idosos.
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